HISTÓRIA

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História do C.E. Antônio dos Santos e Batuyra Mendes, situado na rua Sapucaia, 239 – Moóca – SP, seus fundadores e sua trajetória desde a fundação em 13.12.1932

ARMINDA DE JESUS

Nascida em 15/12/1884 na cidade de Langroiva, ao norte de Portugal. Após ficar viúva de Antonio dos Santos, retorna a Portugal com os 5 filhos, passa a morar novamente com seus pais. Estava com a saúde abalada e passou a ter freqüentes ataques de desmaios.

Resolveu retornar ao Brasil, para fazer tratamento de saúde no Rio de Janeiro, onde haviam os Frades, sediados no Morro do castelo, que benziam as pessoas. Logo no inicio deste tratamento, ela teve ligeira melhora em relação aos desmaios.

Reconstrói sua vida familiar casando-se com Antonio da Costa Azevedo, Português, nascido na cidade do Porto, em 30/04/1891.

Inicialmente, residiram na cidade do Rio de Janeiro e quando houve a epidemia da gripe espanhola, no inicio dos anos 20, se transferiram para a Capital de São Paulo.

Eram comerciantes de frutas em feiras livres, sendo os primeiros feirantes oficializados. Vendiam frutas da época.

Deste casamento geraram 2 filhos; Norberto Azevedo e Amélia Azevedo. Juntaram-se aos outros 5 filhos, totalizando 7 filhos.

Novamente Arminda voltou a ter ataques e desmaios.

Uma conhecida sua recomendou procurar um Centro Espírita, para algum tratamento Espiritual. Naquela época o Espiritismo era pouco conhecido.

Então, ela e o esposo, passaram a frequentar o Centro Espírita José Barroso, no Bairro do Braz, e durante os trabalhos teve novamente ataques e desmaios. Foi mediunisada e o Espírito foi doutrinado e assim deu sua comunicação; era o Espírito de Antonio dos Santos, dizendo; “A missão que ela recebera de Deus era fundar um Centro Espírita” Kardecista “, junto com os ensinamentos de Jesus Cristo. Ele, Antonio dos Santos, seria o Mentor Espiritual da Casa e ela a Dirigente Material. Teriam que trabalhar juntos em benefício do próximo, auxiliando pessoas encarnadas, bem como os espíritos desencarnados, estendendo a caridade a todos os necessitados, tanto espiritualmente como materialmente”.

“Esta é a lei”

Quando terminou a comunicação, Arminda de Jesus despertou e não tinha a menor ideia do que havia acontecido. O Dirigente daquele Centro Espírita relatou o acontecido e recomendou que para ela ficasse curada deveria então, frequentar os trabalhos Espirituais, devido ela necessitar de desenvolver a sua mediunidade. E assim ela recebeu o “Mentor Batuyra Mendes” e trouxe a seguinte mensagem;

“Desencarnou jovem em 28/9/1810, aos 21 anos de idade, vitima de mordida de cobra venenosa. Foi indicado por Deus para participar dos trabalhos espirituais do Centro que deveria ser aberto, junto com outros mensageiros. A ARVORE FOI PLANTADA”.

E ASSIM O Centro foi registrado em 13/12/1932, com o nome de;

CENTRO ESPÍRITA ANTONIO DOS SANTOS E BATUYRA MENDES

O início dos trabalhos deram-se na cozinha de sua residência, depois passou para a sala de jantar e depois alugaram um salão na Av. Celso Garcia. Em seguida o Centro mudou-se para instalações maiores, na Rua João Boemer. Dona Arminda recebeu então mensagem espiritual que aquele lugar era inviável, pelo barulho dos carros e vendeu para uma indústria. Comprou então a casa da Rua Sapucaia, 239, onde estamos instalados até hoje. O comprador da casa da rua João Boemer, demoliu o prédio e doou as portas e janelas que foram reinstaladas em nossa nova casa. 

E TEM MAIS. . .ANTONIO DOS SANTOS


Patrono do Centro Espírita Antonio dos Santos e Batuyra Mendes
Nasceu e criou-se em Portugal. Já adulto, tendo como trabalho, pastor de ovelhas, casou-se com Arminda de Jesus (Irmã de caridade), também portuguesa.
Tiveram 4 filhos; Lúcia, Antonio, Maria e José.
Por motivo da vida dura de pessoas do campo, pois, enfrentavam muitas dificuldades, decidiram imigrar para o Brasil em 1913, para serem lavradores na cidade de São Simão, Estado de São Paulo.
Em 3/02/1914, nascia o 5º filho, Arthur dos Santos.
Como a vida material prega peças, o Antonio dos Santos veio a desencarnar em 29/03/1914. Pode-se imaginar a dura realidade daqueles tempos, pois deixava uma viúva com seus 5 filhos, ainda pequenos, que necessitavam de muita atenção.