COLONIAS ESPIRITUAIS – ESPÍRITO PATRICIA

 

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O instrutor Raimundo iniciou sua explanação colocando-nos a par da existência, por toda a Terra, de Colônias Espirituais. São inúmeras pelo Brasil. Colônias são cidades no plano espiritual que abrigam temporariamente os desencarnados, espíritos que estão no rol das reencarnações. São encantadoras!
Em todos os locais em que há as cidades materiais há um espaço espiritual e nele ficam os Postos de Socorro e as Colônias. Pequenas localidades de encarnados, como vilas e cidadezinhas, também têm seu espaço espiritual, só que às vezes não têm Colônias e seus habitantes, ao desencarnar e se tiverem condições, vão para as Colônias vizinhas.
As Colônias podem ser pequenas, médias, grandes e de estudos. As Colônias de Estudo são somente uma escola ou universidade. Nelas há alojamentos para os professores e para os alunos, salas de aula, bibliotecas e imensas salas de vídeo.
São locais que estudiosos sonham em conhecer e morar. As outras Colônias têm as bases iguais, são fechadas, há portões, sistemas de defesa, grandes hospitais, escolas, jardins, praças, locais para reuniões e palestras, e a governadoria. Não são iguais e nem poderiam ser. São todas belas, oferecendo muitos atrativos.
Vimos filmes sobre Colônias, primeiramente as muitas do Brasil, depois as principais do exterior. A índia e o Tibete têm Colônias encantadoras, de uma arquitetura diferente, em que usam muito a cor dourado-clara. São belíssimas.
A aula teórica foi realmente interessante. Perguntou-se muito, e os instrutores respondiam com prazer.
– Quem fundou as Colônias? – Quis saber Marcela.
– Cada Colônia tem seus fundadores. São grupos de espíritos construtores que vieram para o Brasil com os imigrantes. Assim como foram formadas as cidades na Terra, foram fundadas também as Colônias. Há Colônias no Oriente, com milhares de anos. Vivemos em grupos, os mais adiantados ajudando os mais atrasados, sempre perto uns dos outros. Por isso cada cidade na Terra tem seu núcleo espiritual correspondente.
– Antes de o Brasil ser colonizado não havia Colônias? Perguntou Luís.
– Não como estas. Havia, sim, núcleos espirituais, nos quais os orientadores do Brasil já planejavam a colonização, protegiam e orientavam seus habitantes, os índios.
– Um espírito pode entrar numa Colônia, tentando enganar? – Indagou Luíza.
– Nunca soubemos de um acontecimento deste tipo. Ele entraria para fazer o quê? Ele próprio se sentiria mal por não estar no seu meio. Se quisesse espionar, o que veria não poderia copiar. Não conseguiria enganar, pois sua maneira de viver difere da nossa. Quase todas as Colônias, as cidades espirituais, estão situadas a uma certa distância vibratória do orbe terrestre e, não comparando com as medidas físicas, ficam dentro da quarta dimensão vibratória, a partir da nossa querida Terra.
– Se uma cidade material fosse destruída, a Colônia também acabaria naquele espaço? – Ivo perguntou, curioso.
– Não acabaria. Se a cidade dos encarnados não fosse reconstruída, a Colônia mudaria para outro local.
– As Colônias também crescem? – Glória indagou.
– Sim, dependendo de suas necessidades, são ampliadas.
– Prevendo um acontecimento desastroso na cidade material, as Colônias se preparam para receber os abrigados? James indagou.
– Certamente, como também os Postos de Socorro da região. Mas, para não provocar pânico e preocupação entre seus habitantes, esse preparo é feito horas antes. Começou a aula prática.
Fomos primeiramente excursionar em nossa Colônia, que eu já conhecia’. Mas foi, como sempre, emocionante passear por lá. Uma festa para meus olhos e meu espírito. E agora, com
o primeiro grupo de colegas de estudo, as maravilhas que conhecia pareciam se renovar aos meus olhos. Tal qual a mãe que não se cansa de olhar e admirar o seu rebento amado.
O grupo alegre inteirava-se de tudo, vimos as praças, os jardins e prédios, conversamos agradavelmente com o responsável pela Colônia, seu governador, que nos incentivou com palavras amáveis. Ao visitar o hospital, conversamos com os doentes, tentando passar-lhes a alegria que sentíamos. Ajudamos na limpeza e na alimentação dos pacientes. As Colônias têm um perfeito intercâmbio umas com as outras e com os Postos de Socorro a elas subordinados.
Frederico nos explicou: – Agora, vão conhecer a Escola de Regeneração. São poucas as Colônias que têm essas escolas. Destinam-se aos irmãos trevosos, para se recuperarem. É preciso esclarecer que há uma grande diferença entre espíritos trevosos e espíritos necessitados. Em nossos Centros Espíritas normalmente se socorrem espíritos necessitados ou ignorantes. Trevosos muito pouco vão à Terra, não se interessam pelos encarnados por achá-los ignorantes e inúteis, certamente há algumas ressalvas.
Esses irmãos dedicam-se quase sempre a reinar em seus domínios no Umbral. Há poucos Centros que se dedicam a doutrinar essa classe de espíritos, pois eles dão muito trabalho.
Eles se realizam no mal e é no mal que querem viver; desprezam qualquer atitude fraterna, cultivando o egoísmo. Dominam e são dominados, não há liberdade. Nesses domínios há os julgadores e os vingadores em nome de Deus. Esta escola foi fundada para receber esses irmãos.
A Escola de Regeneração é muito bonita e fica dentro da Colônia São Sebastião (Em meu primeiro livro, Violetas na janela, descrevi bem a Colônia onde estou e, de modo geral, todas as Colônias. Neste livro, para não ser repetitiva, descrevo-as superficialmente.- Nota da Autora Espiritual).
É cercada, e só é possível entrar e sair por um portão. Nela, estão localizadas as salas de aula, os alojamentos, tanto para os professores como para os alunos uma biblioteca bem equipada, uma sala de vídeo pequena onde há televisão e filmes sobre diversos assuntos. Há o refeitório, sala de palestras, salas de assistências, uma enfermaria e a diretoria. Nos fundos, um pomar e plantações de cereais, local ocupado para terapia dos alunos. No centro, um lindo jardim com muitas flores e bancos.
Os professores, além de serem bons, no sentido fraternal, têm profundos conhecimentos para lidar com os irmãos que lá são abrigados. O curso é intensivo, com aulas de moral cristã, alfabetizaÇão e educação. Os alunos usam uniforme e só saem da escola após terminado o curso; nem às outras partes da Colônia vão. Ao concluí-lo, escolhem uma ocupação ou reencarnam. E um lindo trabalho e tem dado excelentes resultados.
Infelizmente, para esses irmãos há muito tempo no erro e nas trevas, e necessário um local apropriado para que recebam orientação de modo especial. Conversamos com alguns alunos que há algum tempo estavam na escola, todos se mostravam contentes; disseram amar a escola e os professores e que estavam aproveitando bem as aulas que recebiam. É um grande trabalho de regeneração! Fomos excursionar em outras Colônias.
Viajamos de aerobus. Visitamos uma Colônia média em tamanho. A Colônia do espaço espiritual da cidade de Ribeirão Preto. É linda! Muito florida e sua biblioteca é enorme. Foi maravilhoso visitar esse local de pesquisa que é sua biblioteca, encantei-me com seus livros antigos e com os vídeos da formação da Terra.
Possui três hospitais grandes e muitas praças. A parte infantil, o Lar da Criança, é muito ampla e bonita. Na aula teórica, havíamos pedido para visitar a Colônia Nosso Lar. – Meu sonho – disse Luís, entusiasmado – é, desde encarnado, conhecer a Colônia Nosso Lar e, se possível, ver André Luiz.
Chegou o tão esperado dia, fomos visitar a Colônia Nosso Lar, no espaço espiritual da cidade do Rio de Janeiro. Acho que quase todos os espíritas sonham em conhecer essa Colônia, a primeira a ser descrita pela psicografia aos encarnados. Fomos muito bem recebidos. Ficamos hospedados por dois dias em uma de suas escolas. Conhecemos todos os seus mais importantes parques e bosques. Realmente, Nosso Lar é magnífica!
Emocionei-me ao ver tantas belezas. No segundo dia, à tarde, tivemos a grata alegria de conhecer o escritor André Luiz. Reunimo-nos em um dos seus salões para palestras. Há vários nessa Colônia. O salão é redondo, o palco tem a forma de meia-lua, as poltronas também são arredondadas. O salão todo tem várias tonalidades de amarelo. Muito bonito e diferente. O auditório lotou, vários grupos em excursão estavam ali com a mesma finalidade.
Disseram-nos que André Luiz, sempre que possível, atende a pedidos como este, de excursões de alunos que querem conhecê-lo. Luís não conseguiu parar de sorrir. – Que ventura! Realizo meu sonho! Sou fã desse escritor desde encarnado! André Luiz apresentou-se com simplicidade e naturalidade. É como certas pessoas que olhamos e achamos super agradáveis.
Cumprimentou-nos, sorrindo. Pensei que fosse diferente! – Exclamou Ivo. – É tão simples que nem parece ser tão conhecido por todas as Colônias do Brasil e por todos os espíritas! D. Isaura olhou para Ivo, pedindo silêncio. André Luiz falou, com voz forte e tranqüila, que era somente um simples estudante em fase mais adiantada e que somente ficou conhecido por ter tido a oportunidade de ditar os livros que foram psicografados, descrevendo o plano espiritual.
Que para ele o mais importante era que todos os que ali estavam, querendo estudar, aprendessem a serem úteis com sabedoria. Em seguida, fez uma linda oração.
Durou a reunião vinte minutos. Admiradora da dupla André Luiz e Chico Xavier, foi um prêmio escutá-lo e vê-lo. Passamos por uma das Colônias da cidade de São Paulo. Ao todo são três grandes. Encantamo-nos com seu tamanho. E como tudo é bem dividido!
Passamos também por Brasília. Colônia nova, bem distribuída, moderna e maravilhosa.
É uma das mais belas Colônias do Brasil. Suas praças e jardins são fabulosos e há muitas flores do plano superior perfumando o ar, encantando a todos. No roteiro de nossas Visitas constavam duas Colônias de Estudo. Agora era minha vez de ficar radiante, pois essas Colônias exercem sobre mim delicioso fascínio. São somente para estudos e oferecem meios espetaculares de passar conhecimentos aos seus alunos.
– Ei, Patrícia – falou Nair -, aposto que você logo que possível irá para uma Colônia de Estudos. – Sim – respondi sorrindo e sonhando -, se for possível irei estudar em uma!
As Colônias são realmente maravilhosas. Por mais que procuremos descrevê-las, não conseguimos transmitir a beleza que vemos. Também cada descrição é narrada por alguém que, por afinidade, fala do que mais gosta.
Murilo, um colega amante da natureza, ama a Botânica, disse que, se tivesse oportunidade, narraria as belezas e variedades das plantas e flores. Talvez eu tenha mais facilidade para descrever locais de estudo. Amo aprender.
Voltamos entusiasmados à sala de aula, repletos de ânimo e disposição. As opiniões foram calorosas. Não houve sugestões, mudar o quê? Tudo era perfeito! Foi sugerido que cada um comentasse o que viu e sentiu na excursão.
Na oportunidade, falei encantada das salas de vídeo, que já descrevi no livro Violetas na janela, da Colônia de Estudos. Seus assuntos são completos. Vê-las e fazer uso dessas salas é sonho de qualquer aprendiz.
As Colônias de Estudos têm nomes bonitos e sugestivos.
Também falei entusiasmada da oportunidade que tive de conhecer uma sociedade perfeita, regida pelo amor e pela fraternidade.

Fonte – Vivendo no Mundo dos Espíritos (psicografia Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho – espírito Patrícia)

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